« Submersa em violência emocional, procurei o corredor transversal e afastei-me das pessoas. Quarto piso do hospital. Visitas de internament...
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A poeira e as flores no caminho
« A água, verde vivo dos refúgios, limpa a poalha levantada nos confins do deserto, o trote dos cavalos selvagens ribombando nos orifícios d...
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O princípio bucólico
« Os campos de trigo ondulam, respiram ao ritmo da acumulação de esperas fumegantes. O princípio bucólico ensaia os seus passos no horizonte...
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O incêndio
« Uma estação de comboios. Ela situa-se no luto dos escombros das nossas ruínas passadas. Os alarmes das máquinas bonitas avisam-nos da sua ...
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O desassossego
« O ocaso espreita nos desenhos das cortinas, os nossos braços esticados a reflectirem a luz na desordem do carinho. Sempre gostámos de trai...
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O deslumbramento
« O plano inclinado, a câmara move-se lentamente sobre nós, circula nos espelhos, a minha cabeça hipnotizada no teu brilho magnético. Podia ...
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A luz e a sombra
« As pausas nas figurações de sentido nunca foram um problema. Posso mapear-te as feições na pureza da obsessão, nas máquinas arrítmicas a d...
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A devastação
« Temos a mesma idade. Chamaram os familiares para se despedirem dele esta noite. O seu rosto era já passado para mim. Mais um vizinho, mais...
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A bifurcação
« Estou a olhar para cima, as marés despidas nas rochas de sonhos emprestados. Pensei convidar-te a escolher a areia por onde os nossos pés ...
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Vertigem Azul: dos golfinhos e outras considerações
U ma conversa entre amigos insuspeita. Em dado momento a minha amiga refere ter a esperança de ver golfinhos na zona de Tróia numa ida à pra...
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O olhar submerso
« As mulheres envelhecem como o leite. Assim me descreveste para apresentares ao destino o orgulho da tua nova vida longe de mim. Poderia ju...
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MONO (Japan) - Snowdrop (2026)
1. Snowdrop 2. Winter Daphne 3. Gerbera 4. Statice 5. Hedera 6. Shion 7. Bells of Ireland 8. Farewell to Spring U...
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O mergulho
« Os braços, submersos, meros vultos na sombra dos cristais, indicam o caminho no azul deste abismo. As pernas, impressões de bailarina, bri...
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Mesa-de-cabeceira: Leonora Rosado - Cerne
“Sob a noite, as mãos ósseas da tempestade. O cintilar imperfeito antes do tempo das rosas. O relâmpago por vir saudar as nuvens. E a triste...
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A contínua aceleração até ao Sol
« A brisa afaga-me os cabelos. Mantenho os olhos fechados, absorta. Numa época distante referi a falta de tempo como ser propícia ao romper ...
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A essência
« As mãos descem lentamente. Pressiono as pernas, o teu pescoço uma canícula nos meus pensamentos. O futuro é uma essência esbranquiçada, am...
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A doença é uma memória sem cor
« Reunida com as minhas sombras, desapareço. Os olhos não mentem. A felicidade um rumor, instante na ingerência das batalhas. És uma pessoa ...
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