A s sirenes cheiravam a morte, rodas em tom de asfalto a percorrerem rotundas com dois sentidos. Há sempre um brinquedo que fica na estrada...
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O nevoeiro esclarecido
A rrastam-se os gestos por sucumbia marítima, vales despidos, os peões são pedaços de corpo do tabuleiro em que se movem dia após dia. Esqu...
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A penhora dos pulmões
O s campos de mármore têm o som da tua acribia ainda fresco na pedra. O adeus não se diz com palavras, contavas-me tu ao ouvido quando proc...
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A brilhante revolta
B raços magrinhos, mãos de pianista, existem versos à espera de serem escritos a olhar para o rio. O chapéu, preso entre os dedos e os sapa...
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A certeza volúvel
A s incumbências, frívolas, toldavam-lhe os gestos. Fome de séquito, grilhões da alma. C. sempre me disse que queria encontrar significânci...
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Génese
A exaltação do sublime encerra dentro de si todas as respostas, mais do que a reflexão e inequivocamente afastada por princípio das armadi...
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Periferias occipitais
A s ideias são periferias occipitais, cones centrífugos com ligação directa ao estômago. Horas tardias, ajeito a almofada e risco mais um b...
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Teresa e a voz
A ssinaturas de sangue, os sapatos perguntam se podem caminhar agora, menos trémulos, únicos, amantes presos nas regras de situação. Os cor...
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Dicotomias/Beatriz
D urante as noites de Inverno, sonho que sou atropelada pelos meus amigos na maior avenida da cidade. O corpo desliza aos trambolhões pela ...
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